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    Nota introdutória
 
inserido dia 07 de Outubro de 2009
 
 

 


A Catequese sempre foi considerada pela Igreja como uma das suas tarefas primordiais e  essenciais, porque Cristo ressuscitado, antes de voltar para o Pai, deu aos Apóstolos uma última ordem: fazer discípulos de todas as nações e ensinar-lhes a observar tudo aquilo que lhes tinha mandado.

Deste modo lhes confiava Cristo a missão e o poder de anunciar aos homens aquilo que eles próprios tinham ouvido do Verbo da Vida, visto com os seus olhos, contemplado e tocado com as suas mãos. Ao mesmo tempo, confiava-lhes ainda a missão e o poder de explicar com autoridade aquilo que Ele lhes tinha ensinado, as suas palavras e os seus actos, os seus sinais e os seus mandamentos, e dava-lhes o Espírito Santo, para realizar tal missão.

Bem depressa se começou a chamar Catequese ao conjunto dos esforços envidados na Igreja para fazer discípulos, para ajudar os homens a acreditar que Jesus é o Filho de Deus, a fim de que, mediante a fé, tenham a vida em Seu nome, para os educar e instruir quanto a esta vida e assim edificar o Corpo de Cristo. A Igreja nunca cessou de consagrar a tudo isto as suas energias.

A Catequese nasceu para responder aos desafios de uma nova situação histórica. Exige a formação de uma comunidade cristã missionária que anuncie, na sua autenticidade, o Evangelho e o torne fermento de comunhão e participação na sociedade e de libertação integral do Ser Humano. Para realizar esse objectivo, a Catequese precisa de um sólido fundamento. Ele só pode ser procurado na própria Palavra, pela qual Deus revela a sua vontade de comunhão plena com os homens.

No Novo Testamento, o termo Catequese significa dar uma instrução a respeito da fé. A Catequese, de facto, tem por objectivo último fazer escutar e repercutir a Palavra de Deus fomentando assim o reino de Deus.

O desafio da Igreja é a evangelização do mundo de hoje, mesmo em territórios onde a Igreja já se encontra implantada há mais tempo. A catequese coloca-se dentro desta perspectiva evangelizadora, mostrando uma grande paixão pelo anúncio do Evangelho.

O fruto da evangelização e da Catequese é o fazer discípulos: acolher a Palavra, aceitar Deus na própria vida, como dom da fé.

A Catequese é, em primeiro lugar, uma acção eclesial: a Igreja transmite a fé que ela mesma vive e o catequista é um porta-voz da comunidade e não de uma doutrina pessoal. A Catequese faz parte do ministério da Palavra e do profetismo eclesial. O catequista é um autêntico profeta, pois pronuncia a Palavra de Deus, na força do Espírito Santo. Fiel à pedagogia divina, a Catequese ilumina e revela o sentido da vida.

A finalidade da Catequese é aprofundar o primeiro anúncio do Evangelho: levar o catequizando a conhecer, acolher, celebrar e vivenciar o mistério de Deus, manifestado em Jesus Cristo, que nos revela o Pai e nos envia o Espírito Santo. Conduz à entrega do coração a Deus e  à comunhão com a Igreja.

A Catequese é um processo permanente de educação da fé. A fé foi colocada por Deus no coração do homem. A tarefa do catequista é a de cultivar este Dom, alimentá-lo e ajudá-lo a crescer primeiro em seu coração para que deixe transbordar esta experiência de vida cristã para os irmãos. Além de ser testemunha, o catequista deve ser mestre que ensina a fé.

A  Catequese introduz o cristão no conhecimento do próprio Jesus, das Escrituras Sagradas, da Igreja, da Tradição e das fórmulas da fé, particularmente do Credo Apostólico. E, neste sentido, as fórmulas doutrinais ajudam no aprofundamento do mistério cristão: é a dimensão doutrinal da Catequese.

 
 
         
 
 

 

 
 

 Última actualização: 30-12-2009 00:36